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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O silêncio dos violões

Não fui uma criança de muitos desejos. Claro, como todo mundo, de vez em quando eu queria ganhar alguma coisa especial – geralmente um conjunto de panelinhas para as muitas brincadeiras de cozinhadinho no quintal de casa (acho que esgotei, na infância, minha vocação para a culinária…), mas essas vontades eram quase sempre satisfeitas dentro de algum tempo.

Eu me lembro, porém, de ter, muito cedo, um imenso desejo de aprender a tocar violão. Como sou sete anos mais nova do que minha irmã mais próxima, desde muito pequena eu assisitia às aulas de violão que ela tinha lá em casa. E morria de vontade de aprender também.

O maior obstáculo, evidentemente, era o meu tamanho. Precisava crescer o suficiente para “abraçar” o violão com a mão direita. O braço esquerdo precisava ser longo o bastante para alcançar a extremidade do braço do instrumento e montar os acordes. Tive, portanto, que esperar. E, na minha perspectiva infantil, essa foi uma espera longa e interminável.

Um dia, porém, chegou a minha vez de sentar no sofá da sala de televisão, com o violão no colo, e receber as primeiras instruções do mestre Maurício de Oliveira. Com infinita paciência ele me ajudou a juntar os 3 dedinhos da mão direita e me ensinou a tocar o primeiro tipo de acompanhamento que se aprende: zum-pa-pa-zum-pa-pa-zum… uma valsinha. Passei algum tempo treinando, com a mão direita, a alternar entre o toque do polegar, na segunda corda de cima, e dos três dedos juntos, nas cordas de baixo.

Quando demonstrei algum controle sobre o ritmo, o professor passou à lição mais difícil: os dois acordes que “comporiam” a primeira música a ser tocada. Com um enorme esforço para os meus dedos pequenos, apertei as cordas do lado esquerdo para formar o Lá maior e o Mi maior. Doía, mas isso não era o suficiente para conter a minha vontade de aprender. Demorou um pouco, mas a persistência trouxe consigo a devida recompensa: dentro de algum tempo eu conseguia trocar de um acorde para o outro na mão esquerda, enquanto, com a direita, mantinha o ritmo da valsinha: zum-pa-pa-zum-pa-pa-zum…

Por fim, o último elemento precisava ser integrado: a voz. Afinadinha, comecei a cantar: Serenô, eu caio, eu caio. Serenô, deixai cair. Serenô da madrugada não deixou meu bem dormir. E assim, ao final de uma aula, comecei a tocar violão. A alegria foi indescritível. De repente eu também comecei a fazer algo que minhas irmãs maiores também faziam (muito melhor do que eu, mas isso não importava). Começamos, em família, a tocar juntas algumas músicas mais simples. A cantoria era animada. Meu pai sempre entrava fazendo a segunda voz.

As aulas continuaram. E a disciplina aprendida com o violão é algo que até hoje me acompanha. Quando se tem 6 ou 7 anos e se aprende a passar algumas horas treinando escalas para garantir que os dedos tenham a agilidade necessária para produzir os sons, fica bem mais fácil lidar com outras muitas circunstâncias da vida que exigem dedicação, paciência e concentração.

Aos poucos, Maurício começou a me introduzir ao violão clássico. Ainda antes de aprender a ler notação musical, eu já tinha um caderno pautado em que ele desenhava os acordes necessários para que eu conquistasse o meu segundo grande feito musical: solar o “Romance de Amor”. Quando isso aconteceu, mais uma emoção imensa, porque, na companhia da minha irmã, era possível tocar uma música belíssima em duas vozes.

As lembranças de Maurício são muitas, todas felizes ou peculiares. Lembro, por exemplo, de que ele sempre se vestia de branco. Anos mais tarde, lendo os famosos versos de Drummond – Ele ia de branco pela rua cinzenta – pensei imediatamente: como Maurício. Era uma tolice em relação ao poema, claro, mas a roupa branca era um traço do mestre.

Lembro das muitas vezes em que, diante de uma nova partitura e ainda meio insegura na leitura da duração das pausas e notas, eu dava um jeito de fazer com que ele tocasse primeiro para eu ouvir. Como sempre tive um ouvido muito bom para música, quando chegava a minha vez, eu tentava reproduzir a duração correta, a partir do que havia ouvido. Ele sabia que era isso que eu estava fazendo e comentava: é para você ler a partitura, não para tocar de ouvido!

Lembro das tardes de sábado, quando um grupo dos alunos de Maurício se reunia para ensaiar. Éramos umas sete pessoas, de idades e habilidades com o violão muito variadas. Todos nós, porém, tínhamos a responsabilidade de solar uma música. A minha era a Serenata, de Schubert. É difícil descrever a alegria e o prazer de ouvir, saindo dos meus dedos e com o acompanhamento de todos os outros violões, uma música tão bela.

As lembranças são muitas. Provavelmente muito semelhantes às de tantos outros alunos que Maurício ensinou a tocar violão. Como eles, desde ontem à tarde, perdi um mestre.

Hoje, os violões capixabas estão em silêncio. Mas a música de Maurício vai permanecer viva nos muitos violonistas que ele formou.

Fica aqui registrado o meu adeus ao mestre, com carinho.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Terminator Salvation!!! Worth checking!


Terminator Savation opened in the USA last Thursday. I am keeping track of all the reviews about the movie, and I particularly liked the one published on The New York Times (here), from which I quote the two following paragraphs:

"The palette is a dull steely gray, coarsened by dust and rust and occasionally illuminated by a bright orange fireball. And the action, in spite of some aerial special effects and a few high-tech battles, is accordingly loud and blunt, a symphony of screaming gears, anguished torque and thumping collisions of metal and flesh. As the floor of the screening room rumbled and the walls seemed to shake, I began to wonder if Skynet were not a subsidiary of the Dolby Laboratories, softening up a few human targets before the big battle.

[WOW!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]

[...] part of the point of the Terminator movies is to register ambivalence about technological progress, which fills our lives with all kinds of cool, convenient stuff that somehow brings an intimation of our eventual obsolescence. “Terminator Salvation,” digitally engineered to approximate a rough, analog feel, is less a cautionary tale than a consumer advisory. Enjoy your new gadgets, but don’t let them out of your sight, and don’t forget where the off switch is.
"

If I were in the States, I would certainly now what to do during the weekend...

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

100 países!

Sim, este nosso blog recebeu hoje a visita do centésimo país!

Quem foi ?

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Alguém de Guiné Bissau, que esteve procurando por "maya angelou Phenomenal Woman tradução"

Tá certo. Tá justo. O "guinebissauriano" (nossa.. ficou parecendo o nome de um sáurio...) ou o "Bissaurianês" entrou diretamente no Blog, usava Windows, IExplorer e veio via GOOGLE.PT.

Foi conduzido a um post da nossa tão adorada Flower Nakamura que vocês podem reler em :

http://meandivas.blogspot.com/2007/07/storm-blow-me-from-here.html

Fica o registro! Viva "nóises"!!!

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Ôba , desta vez trocamos 6 por 6 milhões!

O Sr. nanico de ternos cinzas com barba mal feita AKA Ahmadinejad mandou dizer que não vem, pelo menos por agora. Resta uma esperança: que ele perca as eleições por lá e NÃO VENHA NUNCA MAIS!

(pensei em botar uma foto do infeliz aqui, mas, sinceramente, não achei que merecia…)

Em compensação… dizem que quem chega na 4a feira é o Hugh Jackman! Esse sim, dá gosto ver! Pode vir!!!

Um show quando ele sai peladão correndo da banheira de adamantium no novo filme… Não fosse pelos dotes do moço, é o Wolverine mais Wolverine que já vi!

Confiram na sequência abaixo!

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E sim, eu desde pequenininha sou fã do Wolvie… não é que eu seja boba, né ?

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cosmic hand



WOW!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


and... there is not much more to say about this amazing image of a "cosmic hand"!

According to CNN:

The image, taken by NASA's space-based Chandra Observatory telescope, shows an X-ray nebula 150 light years across.

It shows what appear to be ghostly blue fingers -- thumb and pinky clearly discernible from index, ring and middle digits -- reaching into a sparkling cloud of fiery red.

For complete news, click here.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Anjos de quatro patas



Sobre o terremoto que atingiu L'Aquila, na região do Abruzzo, Itália central, muito já se publicou nos jornais e portais da internet. Mas a notícia publicada hoje no portal do
Corriere della Sera, com várias fotos, é de emocionar (ler/ver fotos aqui).

O texto fala de mais de cinquenta "unità cinofile" (= Cães!!! :-) ), vindas de várias regiões da Itália, que estão prestando uma inestimável ajuda na localização e resgate de pessoas soterradas sob os escombros. Fiquei tocada com as imagens.


A matéria também faz referência aos "anjos de quatro patas" que "nessas situações se revelam mais úteis do que qualquer equipamento eletrônico...". Vejam:

Si infilano senza timore negli anfratti e nelle fessure più strette, passando fra una trave e un cumulo di macerie. E con il loro fiuto sono in grado di indicare con precisione il punto in cui vi sono persone sepolte che devono essere tratte in salvo. Le drammatiche immagini del terremoto in Abruzzo hanno portato in evidenza anche loro, gli «angeli» a quattro zampe, i cani da catastrofe che in queste situazioni si rivelano più utili di qualunque strumento di rilevazione elettronica.
Bravi, cãezinhos!!!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Putz!!!!



Quando eu crescer quero ser como o Clark Little, autor desta foto magnífica!!! Já sinto grande satisfação por certas fotinhas que às vezes tiro, mas não sei o que sentiria se conseguisse algo próximo desta aí...


Clark Little, ex-surfista, fotografa ondas do seu interior... (saiba mais
aqui, no portal UOL, onde há mais 7 fotos belíssimas).

Enjoy...

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terça-feira, 31 de março de 2009

Meio triste hoje…

Hoje pela manhã, às 7:30 da matina, bateu aqui no nosso portão um “micro-cãozinho”.

Parecia filhote de pastor alemão, mas estava coberto de pulgas e parecia ter uma das patinhas queimadas pois não tinha pelo no local.

Pois bem, deixamos o bichinho entrar, não conseguimos dar-lhe leite ou pão molhado no leite, mas o bichinho se divertia em andar pelo jardim e em deitar aqui no chão da cozinha.

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Tivemos que sair para Vitória (eu a trabalho) e ninguém ficou em casa. Nossa intenção era tratar do bichinho e encontrar-lhe um lar, já que não ficaríamos com ele. Colocamos água, leite, pão… e deixamos o bichinho aqui fora.

Assim que pude (as 15h), voltei para casa, parando na padaria daqui de Manguinhos (Serra,ES) para colocar um anúncio que eu havia feito indicando que estavamos com um cãozinho aqui em casa.

Pois bem, cheguei aqui e não mais encontrei o bichinho!

Chamei, procurei, varri o quintal e nada… Acho que ele deu um jeito de fugir por alguma greta do portão da frente. Enfim, confesso que fiquei meio desapontada. No fundo, no fundo, acho que pensava em ficar com ele…

Fica mais uma fotinho dele que tirei com o celular…

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Pulguentíssimo, mas fofo… agora é torcer para que quem pegue, vá cuidar bem dele!

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domingo, 1 de março de 2009

Companhia de verão…

Hoje pela manhã descobri que o casal Obama escolheu um cão-de-água Português para levar para a Casa Branca. Pois bem, neste verão EU fui escolhida por uma “cã” (como me acostumei a chamá-la)!

Como se deu o fato?

É publico e notório que gosto de sair para correr pela manhã e, no verão aqui em Manguinhos, quando a maré (nome, aliás, de uma legítma “cã” de água portuguesa de um amigo idem…) permite, corro pelo espelho d'água que se forma na praia lisa.

Num desses dias, arranjei uma companhia canina, que cismou de me seguir, correndo ao meu lado. Uma legítima vira-latas bastante simpática, que corria ao meu lado, na minha frente, escapando da água como eu fazia, enfim… Correu comigo cerca de 4 km dado que me pegou já a meia praia daqui. Veio atrás de mim até o portão de casa, e eu, impávida, fechei o portão na de que ela me esquecesse.

Uns dois dias mais tarde, a mesma cena se repetiu, e aí, qual não foi a minha surpresa, quando cheguei da corrida, parei na praia e ela prosseguiu na minha frente até o portão da minha casa! Pois.. já sabia onde eu morava… Ignorei-a solenemente de novo (coração empedernido o meu, não?), ainda na esperança de que me trocasse por qualquer outro corredor ou andador da praia. Mas… qual nada, mais um dia, mais um acompanhamento… e assim prosseguimos até que, certa feita, por conta da maré cheia, resolvi correr pela estrada de aslfalto que passa a uns 80 m paralela à praia. Podem acreditar, ela estava lá! Ai foi complicado, porque a bichinha insistia em correr pelo meio do asfalto a ponto de ser quase atropelada por carros e ônibus. Nesse momento, fiz a opção de voltar para a praia e correr na areia fofa mesmo, senão ia perder minha companhia de verão debaixo de alguma roda!

Fui para a areia da praia, e no final da corrida desse dia ainda tive que enfrentar um bando de cães que insistia em avançar na pobre. Pus os infelizes pra correr, e nesse dia, deixei-a entrar aqui no quintal de casa, dei um pouco d'água e pão pra bichinha e foi quando tirei essas fotos ai de baixo.

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Coloquei-a de novo para fora do portão, peguei meu carro, fui para a cidade trabalhar. Soube que ficou por ali por uma hora e depois se foi.

Ela me escolheu, sem dúvida. Só que é uma vira-lata , acostumada a andar livre e solta por ai e a se mover de acordo com a própria vontade. Não vou ser eu quem vai encarcerá-la entre 4 muros. Liberdade é fundamental, até para as “cãs”!

Mas é legal ser escolhida por um cão. Sem dúvida que é!

Devo ser boa gente!

Ou me parecer com uma “chefa de matilha canina”…

Ainda não corri na praia depois do carnaval. Não sei por onde ela anda. Torço apenas para que esteja bem!

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Old friends

Eles já foram assim:

Hoje, estão assim:

Os cabelos se foram, mas a dupla continua imbatível. Para os fãs, como eu, a notícia de que Simon e Garfunkel se apresentaram, JUNTOS, na reinauguração do Beacon Theater em New York é emocionante. Principalmente porque há uma possibilidade de os dois fazerem um tour em 2009. Vou tratar de providenciar a renovação do meu visto americano. Quem sabe não faço uma loucura e resolvo assisti-los ao vivo?

Depois de 90 minutos de show, Paul Simon anunciou para a plateia: "Ladies and gentlemen, my old friend Art Garfunkel". E cantaram
, entre outras músicas, os versos inesquecíveis de Old friends...

Time it was and what a time it was,
A time of innocence, a time of confidences,

Long ago it must be,

I have a photograph,

Preserve your memories,
They’re all that’s left you...

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Samba triste e alegre…

Há alguns anos eu descobri a Teresa Cristina. Ouvi um CD, se não me engano da Diva Flower que, também se não me engano, me disse: “Ela canta umas músicas do Paulinho da Viola e o disco é muito bom…”. Pois bem: ouvi, gostei e não larguei desde então. Comprei DVD, pus no Ipod.

Soube então há cerca de uns 3 meses atrás que ela viria aqui em Vitória para um show no Projeto “Seis e meia”. Marquei na minha agenda do outlook como compromisso particular importantíssimo…

Ontem tratei de conseguir o ingresso. Na verdade consegui dois ingressos, mas acreditem, não achei quem quisesse ir comigo hoje. Como, também já há tempos, eu não dependo de mais nenhuma alma para ir atrás da miha felicidade, peguei meu ingresso, enfrentei um belo engarrafamento, ruas fechadas, mas cheguei! Segundos antes do show começar!

Deixo com vocês a foto que tirei. Ela, gravidíssima, cantando como sempre, muito… Canta samba triste e samba alegre. Quem gosta de samba entende que não há samba possível sem tristeza.

Quem tiver chance de ver, não perca. Eu fui, me diverti muito!

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“Cantar é vestir-se com a voz que se tem
Achar o tom da alegria perdida
E não ter que explicar pra ninguém
A razão desta tal melodia
Encharcada de sorriso e pranto
No cantar a lembrança se cria
E envelhece de repente
Vai solta no ar
Por isso eu canto
Canto para amenizar
Grande dor que me traz
O sorriso de alguém”

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Não, não fomos abduzidas... ainda!

Olá , Mean Readers!
Como vocês hão de convir até as Divas precisam de uns diazinhos de folga! Pois foi o que mais ou menos aconteceu sem combinarmos muito, com a chegada aqui em Manguinhos da Diva Jester e da Diva Flower. Demos um tempinho aqui do Blog, não porque isso não seja um prazer, mas porque precisávamos recarregar as energias. O que recarrega nossa energia é .. Mangos!

Mesmo com os Orcs, mesmo com a fata de educação, mesmo com a devastação que se faz aqui na restinga e no local de maneira geral, Mangos ainda é, para nós, mais do que um local para passar férias. Mangos é um lugar especialíssimo !!

Deixo com vocês uma imagem da Praia de Bicanga e a promessa que voltamos logo!

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Here he comes...



Essa foto merecia este tamanho!

Sylar (Zachary Quinto de HEROES) as Spock.

E dizem que Spock himself, I mean, Nimoy dará uma canja no filme.
 
Vamos ver se o Zachary consegue nos fazer ao menos temporariamente esquecer o inesquecível Leonard Nimoy. Eles virão no 11o longa-metragem da série.

Dizem que estreará no Natal lá, provavelmente em 2009 aqui.

Eu e o meu amigo Fred já estamos economizandos nossos tostões para não perder!



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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tô gostando da formação do governo, mal posso esperar pelo próximo...

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Boa, Obama !

Começamos bem!!!

Taí o braço direito dele (se quiser vir aqui ser meu braço direito, não acho ruim…) o Mr. Rahm Emanuel foi nomeado  para ser chefe de seu Gabinete, a posição mais poderosa da Administração (logo a seguir a presidente e vice-presidente), uma figura carismática do Congresso.

Concordo, um carisma “especial” ;)

Tá aprovado , Obama, assim pode prosseguir…  Vamos esperar os próximos movimentos. Já nem consigo me segurar de tanta expectativa! Vamos lá, Obama, keep the good job!

Aprovado esse ai. Por enquanto vamos bem de controle de qualidade por lá. Será que tem dedo da Michelle ?

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sábado, 8 de novembro de 2008

Fé na humanidade ...

Prezados readers,

Ontem fui surpreendida por algo que me fez ir às lágrimas. Quem me conhece sabe que isso é raro. Já perdi muito da minha fé na humanidade, na teoria da evolução humana e na esperança de que tudo dará certo um dia. Ontem, no entanto, foi um dia raro.
Fui me encontrar com uma amiga dos tempos de Universidade de Biologia, que veio, há quase 3 décadas, morar em Curitiba (PR). Ela passou aqui pelo hotel com uma filha de 12 anos e me levou para o ensaio de violino da menina. Chegando lá no teatro onde o ensaio ia ser feito comecei a me surpreender: cerca de 50 a 60 crianças, cada uma com seu professor, afinando os instrumentos. Me causou espécie. Será que essa quantidade de crianças, aparentemente normalíssimas, estava ali por vontade própria ?
Bem, foram todas para o palco, assumiram sua posição em frente às estantes com partitura, levantaram os arcos e... caramba, tocaram! Não pude evitar o arrepio que percorreu meu corpo por uns bons minutos. Não pude evitar os olhos cheios de lágrimas. Eu não me cansava de ouvir e olhar... sem acreditar no que via. Crianças, comportadas, bonitas, vestidas como crianças, dispostas em ordem, tocando (e bem) numa orquestra de violinos!
Pessoal, Curitiba não é Brasil.
E eu me perguntei onde se perdeu isso no resto do país. Quando foi que o Créu tomou o poder. Quando foi que se abriu mão de mostrar às crianças o quão belo e divertido é tocar um instrumento que não seja bater lata! O quanto de trabalho isso envolve, mas, ao mesmo tempo o resultado que isso traz. E, acreditem em mim, as crianças não gritavam, não estavam desesperadas, prestavam atenção e obedeciam à regência dos professores. Cuidavam da postura. Inacreditável. Mais inacreditável ainda ficou para mim, quando notei que havia um casal de jovens que cantaria um trecho da Viúva Alegre! Ópera, canto... sim.
Essas são apenas algumas das imagens que levo de Curitiba e que me fizeram pensar seriamente onde o resto do Brasil está errando e me fizeram vir querer morar nessa cidade. As fotos não são muito boas, porque registrei como pude usando o celular. Acreditem , gravei também uma nota de voz com o som da orquestra. Se possível, mais tarde, coloco aqui também.






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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ás do volante!

As Divas também são ases do volante!

Sim, eu estive no cockpit de um fórmula 1!

Mais especificamente, de uma BMW / Sauber ! Fui a um fórum de soluções em Atibaia (SP) e uma das atrações do stand da Intel era um F1/Sauber conectado a um telão de jogo!

AHA!!!

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Maravilha...

Muito hilário. Os caras iam um a um na minha frente e eu via... 19o lugar, 21, 23o.... Dei mais uma volta e pedi pra jogar. O cara que controlava lá a fila do carro me pediu para que eu esperasse o "Paulinho" jogar. Pois lá vem "Paulinho", pintoso, barba mal feita à la Mike Rourke, de óculos espelhados oakley, faz pose, entra no cockpit e... derrapa, capota, roda, vai pra brita e.. acaba em último!

Pergunto: e eu, posso ir agora?

Imaginem a audácia dessa mulher... num ambiente eminentemente masculino de TI, agora querendo disputar também com eles nos jogos ???

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Fui lá... e um cara se pôs do meu lado pra me "orientar". Acho que a função dele ali era não me deixar ganhar dos caras, pra coisa não ficar chata. Ele dizia coisas do gênero "acelere e freie ao mesmo tempo" (até parece que eu ia dar ouvidos ao que ele falava...). Falei pra ele: conhece o Juan Pablo Montoya? Pois vou guiar como ele. Prestenção!

Lá fui eu, passando todos, explorando ao máximo todas as zebras, mandando adversários pra fora da pista, sem derrapar na chuva... e, eehheheh, fiquei em 3o LUGAR!!! Durante todo o tempo em que eu estive lá, só um cara, nuns mais de 50, conseguiu colocação melhor do que a minha...

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TOMA!

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vim aqui deixar meu dedinho de prosa...

Para celebrar também o niver da FLOWER !

Estou fora de casa, em Atibaia, mas consegui que esse modem da Vivo (ou morto...) funcionasse o suficiente para, ainda hoje, vir aqui, de público, desejar toda felicidade a esta Mean Diva especialíssima!

Minha "rimanzinha"... =)

F E L I Z   A N I V E R S Á R I O   !!!

As letrinhas do feliz aniversário são coloridas porque a Flower, essa é ...

FLICTS! 

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Rio de Janeiro, here I go!

Pois é pessoal. Amanhã parto para o Rio. Vou assistir a uma palestra da Flower Nakamura AKA minha irmã Lulu, umas das Mean Divas, no lançamento de sua coleção de novos livros didáticos para o segundo grau e para assistir ao debate de lançamento da coleção RUMOS NA REDE!

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Então cariocas, vão lá! Eu vou... ;)

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Rumando pra rede: sucesso absoluto!!!

Dear All,

A noite de ontem foi um sucesso para nossa Flower Nakamura!
Casa cheia nas duas sessões e muitos elogios (leia-se tietagem).
Claro, teve o velho problema de equipamentos a ser resolvido antes, mas tudo transcorreu muito bem.
Francos e Abaurres estavam muito bem representados: Elynir, Júnior, moi (só faltou Ninix) e Mariana.
Seu Emílio, Dona Mariangélica e Paulo would be veeeeeeeeeeeeeeery proud.
Minha mãe até verteu algumas lagriminhas ao cumprimentar Flower. Super fofo isso or what?!?!?!?!!
Como prometido, abaixo, alguns snapshots.

Lulu, abrindo a palestra (atenção para o banner com os livros ao fundo).

Sessão tietagem durante o intervalo. (Gente, ela precisa pelo menos de 5 minutinhos entre uma e outra, né????????)


O painel formado: Maria Luiza Abaurre, Rosana Hermann e Maria Rita Kehl.

É isso.
Go, Flower, Go!!!

PS & Extra surprise for me: Índigo, autora de um dos livros da série Rumos na Rede (O Colapso dos Bibelôs), foi minha aluna!!!

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Uma perda...

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Faltava um post meu. Afinal era eu que convivia aqui no dia a dia com a bola de pelos. Talvez por isso tenha me sido tão difícil fazer esse post.

Pois é. Perdemos o Pom Pom.

Um companheiro da casa , meu e, principalmente, da minha mãe, por mais de 15 anos.

Pompom não era um simples cãozinho, sempre teve a inabalável certeza de que gente era e agia como se assim fosse. Chegava a ser engraçado aquela bolota de pêlos de uns 30 cm de altura que tinha decisão própria sobre uma série de coisas. Acho que , se tivesse que encontrar algumas palavras para descrever o bichinho essas seriam: FIDELIDADE, PERSONALIDADE e MAU HUMOR.

Sim , ele era mal humorado, bem mal humorado. Grumpy. Perturbou o Whiskey (um cocker meu) por 12 anos seguidos. Puxava as orelhas do bicho, mordia-lhe as pernas, enfim, era de uma "grumpice" única. Pompom logo, e sem dificuldades, rotulava as pessoas. Não existe essa babaquice de ser politicamente correto no mundo canino. Se não gostasse, não gostava e ponto.

Me lembro quando ele foi roubado e quase miraculosamente recuperado uns 15 dias depois. Quando o encontramos ele já não comia havia dias e ficou transido de felicidade quando nos viu.

Foi ficando velhinho. Perdeu a audição, parte da visão (tomada pela catarata), começou a ter alguns problemas motores e passou a ter uma fobia de subir escadas. Como ele dormia no quarto da minha mãe , de quem era um guardião e seguidor inseparável, havia diariamente o ritual de carregarmos (ela ou eu, quando ela viajava) o cão escada acima e escada abaixo. Acho que esse ritual se prolongou por mais de um ano.

No fim, nada mais havia nele que funcionasse direito: rins, fígado, coração, pulmão, olhos ou ouvidos. Tomava muitos remédios diariamente e o equilíbrio entre os remédios era um problema... Nas últimas semanas de vida passou a cair subitamente até que veio o AVC que o paralisou no lado esquerdo do corpo.

15 anos caninos = 105 anos humanos e muita, absolutamente MUITA relutância em nos deixar!

No fim, havia o olhar. Um olhar de súplica que me cortava o coração.

Os cachorros especiais são assim: mais que humanos.

Eu trocava fácil meia dúzia de gente mediana por um Pompom.

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