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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Still I rise

Impossível ver as fotos das crianças haitianas e não lembrar de versos do belíssimo poema de Maya Angelou…

Haitian boy

You may write me down in history

With your bitter, twisted lies,

You may trod me in the very dirt

But still, like dust, I'll rise.

[…]

Just like moons and like suns,

With the certainty of tides,

Just like hopes springing high,

Still I'll rise.

[…]

Out of the huts of history’s shame

I rise

Up from a past that’s rooted in pain

I rise

I'm a black ocean, leaping and wide,

Welling and swelling I bear in the tide.

Leaving behind nights of terror and fear

I rise

Into a daybreak that’s wondrously clear

I rise

Bringing the gifts that my ancestors gave,

I am the dream and the hope of the slave.

I rise

I rise

I rise.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Humanidade?

Dear Mean Readers,

Faz muito tempo que não posto nada, por falta de tempo (principalmente) e por não ser páreo para as postadoras frequentes oficiais do MD, as Divas Abaurre. Só que ontem me aconteceu algo inacreditável que preciso compartilhar.
Moro num terceiro andar, em frente a um restaurante chinês, no Catete. Ontem à tarde, ao sair do computador e passar pela janela da sala, dei uma paradinha para ficar olhando o movimento. Gente indo para a praia, gente voltando da praia, carros, pedintes, camelôs. Qual não foi minha surpresa ao ver uma moça que vinha vindo na calçada entrar entre dois carros estacionados, dar uma olhadinha para os lados, abaixar-se e fazer xixi ali mesmo. Sim, MRs, isso mesmo, ali na rua, em plena luz do dia, com gente passando e em frente a um restaurante e a um prédio residencial, a moça, que vestia uma saia, did her business. Tendo terminado, levantou-se como se nada fosse, entrou novamente na calçada quase esbarrando num rapaz, e prosseguiu, lépida e fagueira.
Aí eu penso: não é à toa que as ruas do Rio de Janeiro têm esse cheiro eterno de urina. Achava que eram os homeless, mas qual nada! A dita cuja estava até que razoavelmente bem vestida e fez aquilo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Fiquei ali olhando, anestesiada pela cena inusitada, sem querer acreditar no que presenciei. Mais tarde um pouco, levei almoço e frutas para uma senhora homeless da vizinhança (coisa que venho fazendo desde que estou aqui), fui ao cinema e, no caminho, com lágrimas nos olhos, pensava neste post.
Abaixo, o vão entre os carros para sua conferência.
That's all.


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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O silêncio dos violões

Não fui uma criança de muitos desejos. Claro, como todo mundo, de vez em quando eu queria ganhar alguma coisa especial – geralmente um conjunto de panelinhas para as muitas brincadeiras de cozinhadinho no quintal de casa (acho que esgotei, na infância, minha vocação para a culinária…), mas essas vontades eram quase sempre satisfeitas dentro de algum tempo.

Eu me lembro, porém, de ter, muito cedo, um imenso desejo de aprender a tocar violão. Como sou sete anos mais nova do que minha irmã mais próxima, desde muito pequena eu assisitia às aulas de violão que ela tinha lá em casa. E morria de vontade de aprender também.

O maior obstáculo, evidentemente, era o meu tamanho. Precisava crescer o suficiente para “abraçar” o violão com a mão direita. O braço esquerdo precisava ser longo o bastante para alcançar a extremidade do braço do instrumento e montar os acordes. Tive, portanto, que esperar. E, na minha perspectiva infantil, essa foi uma espera longa e interminável.

Um dia, porém, chegou a minha vez de sentar no sofá da sala de televisão, com o violão no colo, e receber as primeiras instruções do mestre Maurício de Oliveira. Com infinita paciência ele me ajudou a juntar os 3 dedinhos da mão direita e me ensinou a tocar o primeiro tipo de acompanhamento que se aprende: zum-pa-pa-zum-pa-pa-zum… uma valsinha. Passei algum tempo treinando, com a mão direita, a alternar entre o toque do polegar, na segunda corda de cima, e dos três dedos juntos, nas cordas de baixo.

Quando demonstrei algum controle sobre o ritmo, o professor passou à lição mais difícil: os dois acordes que “comporiam” a primeira música a ser tocada. Com um enorme esforço para os meus dedos pequenos, apertei as cordas do lado esquerdo para formar o Lá maior e o Mi maior. Doía, mas isso não era o suficiente para conter a minha vontade de aprender. Demorou um pouco, mas a persistência trouxe consigo a devida recompensa: dentro de algum tempo eu conseguia trocar de um acorde para o outro na mão esquerda, enquanto, com a direita, mantinha o ritmo da valsinha: zum-pa-pa-zum-pa-pa-zum…

Por fim, o último elemento precisava ser integrado: a voz. Afinadinha, comecei a cantar: Serenô, eu caio, eu caio. Serenô, deixai cair. Serenô da madrugada não deixou meu bem dormir. E assim, ao final de uma aula, comecei a tocar violão. A alegria foi indescritível. De repente eu também comecei a fazer algo que minhas irmãs maiores também faziam (muito melhor do que eu, mas isso não importava). Começamos, em família, a tocar juntas algumas músicas mais simples. A cantoria era animada. Meu pai sempre entrava fazendo a segunda voz.

As aulas continuaram. E a disciplina aprendida com o violão é algo que até hoje me acompanha. Quando se tem 6 ou 7 anos e se aprende a passar algumas horas treinando escalas para garantir que os dedos tenham a agilidade necessária para produzir os sons, fica bem mais fácil lidar com outras muitas circunstâncias da vida que exigem dedicação, paciência e concentração.

Aos poucos, Maurício começou a me introduzir ao violão clássico. Ainda antes de aprender a ler notação musical, eu já tinha um caderno pautado em que ele desenhava os acordes necessários para que eu conquistasse o meu segundo grande feito musical: solar o “Romance de Amor”. Quando isso aconteceu, mais uma emoção imensa, porque, na companhia da minha irmã, era possível tocar uma música belíssima em duas vozes.

As lembranças de Maurício são muitas, todas felizes ou peculiares. Lembro, por exemplo, de que ele sempre se vestia de branco. Anos mais tarde, lendo os famosos versos de Drummond – Ele ia de branco pela rua cinzenta – pensei imediatamente: como Maurício. Era uma tolice em relação ao poema, claro, mas a roupa branca era um traço do mestre.

Lembro das muitas vezes em que, diante de uma nova partitura e ainda meio insegura na leitura da duração das pausas e notas, eu dava um jeito de fazer com que ele tocasse primeiro para eu ouvir. Como sempre tive um ouvido muito bom para música, quando chegava a minha vez, eu tentava reproduzir a duração correta, a partir do que havia ouvido. Ele sabia que era isso que eu estava fazendo e comentava: é para você ler a partitura, não para tocar de ouvido!

Lembro das tardes de sábado, quando um grupo dos alunos de Maurício se reunia para ensaiar. Éramos umas sete pessoas, de idades e habilidades com o violão muito variadas. Todos nós, porém, tínhamos a responsabilidade de solar uma música. A minha era a Serenata, de Schubert. É difícil descrever a alegria e o prazer de ouvir, saindo dos meus dedos e com o acompanhamento de todos os outros violões, uma música tão bela.

As lembranças são muitas. Provavelmente muito semelhantes às de tantos outros alunos que Maurício ensinou a tocar violão. Como eles, desde ontem à tarde, perdi um mestre.

Hoje, os violões capixabas estão em silêncio. Mas a música de Maurício vai permanecer viva nos muitos violonistas que ele formou.

Fica aqui registrado o meu adeus ao mestre, com carinho.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Shame on me…

Peanuts_If a person is going to own a dog

Hoje eu pedi arrego e, depois de uma semana sem dormir direito, despachei o Nicolau para a casa do adestrador. Vai passar o final de semana por lá. Espero, com isso, conseguir pelo menos 3 noites de sono ininterrupto. Na segunda ele volta. E aí o ritual noturno de espatear a porta da cozinha e me acordar uma média de 2 vezes por noite provavelmente recomeçará.

Se ele fosse um bebê, eu teria o consolo de que as noites mal dormidas teriam fim. Como é um cachorro (e EXTREMAMENTE voluntarioso), vamos precisar de outra solução para o problema.

Enquanto a solução não aparece, o jeito é pedir “socorro” de vez em quando. Foi o que fiz hoje. Com um peso enorme no coração, porque, nessas horas, me sinto uma dona desnaturada. Mas realmente preciso dormir uma noite inteira, sem sobressaltos pela madrugada.

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sábado, 18 de julho de 2009

Mais um adeus

Dizer adeus às pessoas queridas é sempre muito difícil. Por mais que a saúde vá nos dando algumas pistas de que o nosso tempo com aquela pessoa está chegando ao fim, somos humanos, preferimos não pensar nisso, acreditar que o tempo que resta não será tão curto.

Em um dia que começa normal e não anuncia que será bem mais triste do que os outros vem a notícia: o adeus, agora, é definitivo.

Hoje é um desses dias para nós. Perdemos um tio muito querido. Último irmão vivo do nosso pai, tio Alvinho sempre foi, para mim, uma espécie de exemplo de como seria o meu pai em uma versão mais alegre, mais descontraída.

Nos últimos 14 anos, desde que perdemos papai, encontrar tio Alvinho era sempre um momento de alegria dupla: o prazer de revê-lo, de ouvir algumas das suas muitas histórias do passado; e a rara possibilidade de, por meio da convivência com ele, matar um pouco as saudades de papai.

A tristeza que hoje se abateu sobre seus filhos é nossa velha conhecida. Não há palavras de consolo para quem perde um pai, principalmente quando esse pai era uma referência para todos. Para definir ‘tristeza’, a escritora Adriana Falcão utilizou uma imagem muito delicada e feliz. Segundo ela, “tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração”. Sei que falo pelas minhas irmãs quando digo que a mão que aperta nossos corações, desde que recebemos a notícia do falecimento do tio Alvinho, é imensa.

Agora só nos resta aceitar mais essa ausência em nossas vidas e lembrar dele com frequência, acolhendo a saudade despertada por essas lembranças, que traz consigo não só a tristeza pela falta de alguém que já não está mais aqui, mas também a alegria de reviver tantos momentos especiais passados juntos com ele.

Para nossa tia, primas e primos, a travessia do oceano de dor que hoje se inicia vai ser uma jornada longa. E, o mais triste, é que não terão o consolo da mão segura do tio Alvinho no leme do barco em que navegam. Mas, inspirados por ele, certamente encontrarão um porto seguro, de águas tranquilas, em que a saudade será o sentimento que o manterá vivo dentro de cada um deles.

Tio Alvinho

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Tá vendo ? Bem que o post abaixo já sinalizava...

A Airbus que se cuide. Eu sinceramente já começo a pensar em só voar de Boing, Embraer... e nada de Airbus. Caiu mais um A-310, destes que a gente usa todos os dias da TAM nos céus azuis anil do Brasil.

"Tuesday's crash is the second involving an Airbus jet in a month. On June 1, an Air France Airbus A330 crashed off Brazil while en route from Rio de Janeiro to Paris, France. All 228 aboard are presumed dead. The cause remains under investigation.

The Yemeni crash occurred as the plane approached the Hahaya airport in Comoros' capital, Moroni. The plane tried to land, then U-turned before it crashed, Nadhoim said. Officials did not know why the plane could not land, he said." CNN International

image

Ah, é ? 90 segundos prá sair ? E essa jaca por acaso tem chegado inteira ao solo ou à água ?

Eu receio mesmo essa coisa de colocar o avião completamente nas mãos dos instrumentos. Vejam esse post logo abaixo, da Diva Jester, com uma carta do Comandante PAHIM da ex-VARIG.

Duas musiquinhas me vêem a cabeça no momento :

" A VASP abre suas asas com ternura,

prá você ganhar alturaaaaa, viajaaaaarrrrr.....

voaaaaaaarrr"

e a do Belchior :

"Foi por medo de avião,

que eu peguei pela primeira vez na sua mãaaoooo..."

Confesso que gostaria de ficar em terra por um tempo! Tô abrindo mão de pegar em qualquer mão que seja!

Tá bom não...  E eu agora que tenho uma viagem para Rio Branco (AC) em Setembro ? Fora essas idas e voltas a São Paulo e Rio ?

Alguma sugestão para uma infeliz que já tinha medo ?

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terça-feira, 31 de março de 2009

Meio triste hoje…

Hoje pela manhã, às 7:30 da matina, bateu aqui no nosso portão um “micro-cãozinho”.

Parecia filhote de pastor alemão, mas estava coberto de pulgas e parecia ter uma das patinhas queimadas pois não tinha pelo no local.

Pois bem, deixamos o bichinho entrar, não conseguimos dar-lhe leite ou pão molhado no leite, mas o bichinho se divertia em andar pelo jardim e em deitar aqui no chão da cozinha.

31032009008

Tivemos que sair para Vitória (eu a trabalho) e ninguém ficou em casa. Nossa intenção era tratar do bichinho e encontrar-lhe um lar, já que não ficaríamos com ele. Colocamos água, leite, pão… e deixamos o bichinho aqui fora.

Assim que pude (as 15h), voltei para casa, parando na padaria daqui de Manguinhos (Serra,ES) para colocar um anúncio que eu havia feito indicando que estavamos com um cãozinho aqui em casa.

Pois bem, cheguei aqui e não mais encontrei o bichinho!

Chamei, procurei, varri o quintal e nada… Acho que ele deu um jeito de fugir por alguma greta do portão da frente. Enfim, confesso que fiquei meio desapontada. No fundo, no fundo, acho que pensava em ficar com ele…

Fica mais uma fotinho dele que tirei com o celular…

31032009007

Pulguentíssimo, mas fofo… agora é torcer para que quem pegue, vá cuidar bem dele!

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

All my bags are packed I'm ready to go



É triste, mas é verdade. Chegou a hora de partir. Amanhã voltamos para Campinas, para as chuvas e tempestades, para o calorão infernal. Ainda bem que nosso queridíssimo Nicolau nos espera. As saudades são muitas!
Deixamos aqui a praia, as caminhadas da manhã, o mar do fim de tarde, a rede na varanda, os pássaros no quintal... (E, sem nenhuma pena ou dor, a multidão de Orcs barulhentos!!!)
Mais difícil ainda é deixar para trás mãe e irmã, mas a gente se consola com a possibilidade de vários reencontros ao longo do ano.
Apesar de ter trabalhado muito enquanto estive aqui, só tenho a sensação de que meu ano começa "oficialmente" quando volto para Campinas. Então, amanhã será o primeiro dia de 2009 para mim. Que ele seja um pouquinho mais leve do que 2008.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A very sad day...


Depois de uma ausência causada por um pouco de praia e muito trabalho, volto ao "ar" para fazer uma homenagem ao queridíssimo Nicolau Franco (o gato da Diva Sen). Ele hoje decidiu nos abandonar e alegrar um pouco mais o céu dos felinos.
Se eu tivesse que me definir, diria que sou uma "dog person", que gosta muito de gatos. (Já tive uma siamesa por alguns meses, mas a alergia da minha irmã tornou impossível a nossa convivência.)
Convivi muito pouco com o Ninix, como o Nicolau era carinhosamente chamado por sua dona. Nas vezes em que nos encontramos, porém, era evidente tratar-se de um gato muito especial. Extremamente dócil, carinhoso, com a elegância característica dos gatos ele nos recebia em seus domínios e dividia o espaço com as humanas desconhecidas.
Tenho certeza de que todas as pessoas que conheceram o Ninix estão, neste momento, lembrando do seu olhar doce e do pelo mais macio que já existiu.
Descanse em paz, Ninix. Agora que você está aí pertinho, aproveite para brincar com a lua cheia que tanto te excitava. Aqui, você fará uma falta muito grande.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Que pena!...



Agora não vai mais ser possível experimentar o estranhamento tão bem-vindo diante de grafias distintas do português, de que fala o Mia Couto, na entrevista de que transcrevo um texto a seguir. Que pena, não é mesmo???


Às vezes a gente tem a certeza de que certas pessoas não têm mesmo o que fazer, ora pois pois...

Quando é que vamos deixar de lado essa mania de unificar ortografias???


RLP: Como o acordo de unificação ortográfica é visto em Moçambique?

MC: De uma maneira muito displicente. Percebe-se que não é isso que falta, nem que vá resultar grande coisa. É como se fosse uma questão só de Portugal e Brasil. Meus livros são publicados no Brasil com grafia moçambicana, que é portuguesa, e ninguém me disse que ficou muito atrapalhado com isso. Leio com enorme prazer os livros brasileiros e um dos prazeres é o fato de vocês terem uma grafia distinta. A existência dela não é problema, pois sentir certa falta de familiaridade mostra que ali está um outro povo, uma outra cultura falando.

Mia Couto: A voz de Moçambique
Entrevista concedida a Luiz Costa Pereira Júnior.
Revista Língua Portuguesa, ano III, no. 33, pp. 12-16

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Toga sem-vergonha!

 image

Muito já se comentou sobre o assunto aqui em Vitória. Já soube de casas outras que foram invadidas, já soube de muito mais gente grande envolvida. Sim, estou falando do esquema de venda de sentenças perpetrado pelo Tribunal de Justiça de Vitória (ES). 

Vocês podem ler um resumo das notícias e o andamento do caso clicando aqui.

Não vou me repetir narrando os fatos jornalísticos, posto que estão dando sopa em mídia nacional.  Vou me limitar a expressar minha indignação, já que, é prá isso que um blog serve!

É triste ver um estado da federação que tem grande parte do seu TRIBUNAL DE JUSTIÇA (prestem atenção às maiúsculas...) posto em CANA!

Para quem vem acompanhando de perto o esforço que o Espírito Santo tem feito para crescer, fazer gestão responsável e progredir, um acontecimento deste naipe é lastimável ! Sabemos que não basta o esforço do executivo,  mas precisa-se também que o legislativo e principalmente o judiciário sofram também um processo de limpeza e de "descontaminação" para que se possa eliminar os ratos entocados!  Talvez seja hora de se começar a repensar essa história da carochinha de "3 poderes independentes e harmônicos". É mais do que necessário que um fiscalize o outro!

Vocês já lidaram com o EGO de um Juíz, de um Desembargador ???

Há uma piada que circula por ai que diz que pela manhã eles acham que são Deuses e já à tardinha, têm a plena certeza...

Pois é. São esses vestais e guardiões de honestidade, que têm o poder sobre a vida da maioria dos comuns mortais, que estão transformando as nossas cortes e tribunais em "balcões de negócios"  - escusos, é claro! Em proveito próprio. São esses baluartes da sociedade, que ABUNDAM em colunas sociais (que na minha opinião sempre foram nada mais do que LIXO) e que são recebidos como autoridades em eventos, que travam diálogos como o abaixo :

"Ele dobrou as forças no Tribunal, porque ele é atacado pelo papa. Mas o padre está negociando com o cardeal."

Estão falando com codinomes e usando conversas cifradas, tal qual os traficantes, como não nos cansamos de ouvir nos noticiários!

Se isso vai terminar em pizza?

Alguém tem dúvida ??

Quem fiscaliza o fiscal ?

Quem julga o julgador ?

Pensem bem antes de reverenciar o próximo juíz. Pensem bem antes de ler o lixo social. Pensem bem antes de achar legal ter um filho juíz...

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domingo, 23 de novembro de 2008

Pobre poeta...

Leio no G1 que, mais uma vez, foi danificada a estátua de Carlos Drummond de Andrade, na orla carioca. Inevitável lembrar do poema "O elefante", em que o próprio Drummond reafirma sua crença na humanidade, apesar de todos os sinais negativos.

Não sou como ele. Não acredito que haja esperança para um povo de vândalos incultos. Tá, não dá para generalizar. Mas o que dizer quando se constata que, só este ano, já é a sexta vez que quebram os óculos da estátua?

Qual é o perfil de quem faz uma coisa dessas? Será que já leu um livro na vida? Um poema sequer? Será que já ouviu falar em Drummond, sabe da sua importância para a cultura brasileira, ou acha que a estátua é só um velhinho sentado em um banco no Posto 6?

Infelizmente, vivemos em um país em que cultura, conhecimento, leitura, são vistos como coisas inúteis. Mais valem os concurso de "bunda". Mais sucesso fazem as popozudas do funk.

Fica aqui o registro da minha revolta e da minha tristeza. Deixo também o belíssimo poema, que é longo, mas vale ser lido até o final. Porque, por mais ignorantes que sejam as pessoas, elas jamais conseguirão destruir a obra de Drummond.

Drummond_oculos

O elefante

Fabrico um elefante

de meus poucos recursos.

Um tanto de madeira

tirado a velhos móveis

talvez lhe dê apoio.

E o encho de algodão,

de paina, de doçura.

A cola vai fixar

suas orelhas pensas.

A tromba se enovela,

é a parte mais feliz

de sua arquitetura.

Mas há também as presas,

dessa matéria pura

que não sei figurar.

Tão alva essa riqueza

a espojar-se nos circos

sem perda ou corrupção.

E há por fim os olhos,

onde se deposita

a parte do elefante

mais fluida e permanente,

alheia a toda fraude.

Eis meu pobre elefante

pronto para sair

à procura de amigos

num mundo enfastiado

que já não crê nos bichos

e duvida das coisas.

Ei-lo, massa imponente

e frágil, que se abana

e move lentamente

a pele costurada

onde há flores de pano

e nuvens, alusões

a um mundo mais poético

onde o amor reagrupa

as formas naturais.

Vai o meu elefante

pela rua povoada,

mas não o querem ver

nem mesmo para rir

da cauda que ameaça

deixá-lo sozinho.

É todo graça, embora

as pernas não ajudem

e seu leve empurrão.

Mostra com elegância

sua mínima vida,

e não há na cidade

alma que se disponha

a recolher em si

desse corpo sensível

a fugitiva imagem,

o passo desastrado

mas faminto e tocante.

Mas faminto de seres

e situações patéticas,

de encontros ao luar

no mais profundo oceano,

sob a raiz das conchas,

de luzes que não cegam

e brilham através

dos troncos mais espessos,

esse passo que vai

sem esmagar as plantas

no campo de batalha,

à procura de sítios,

segredos, episódios

não contados em livro,

de que apenas o vento,

as folhas, a formiga

reconhecem o talhe,

mas que os homens ignoram,

pois só ousam mostrar-se

sob a paz das cortinas

à pálpebra cerrada.

E já tarde da noite

volta meu elefante,

mas volta fatigado,

as patas vacilantes

se desmancham no pó.

Ele não encontrou

o de que carecia,

o de que carecemos,

eu e meu elefante,

em que amo disfarçar-me.

Exausto de pesquisa,

caiu-lhe o vasto engenho

como simples papel.

A cola se dissolve

e todo seu conteúdo

de perdão, de carícia,

de pluma, de algodão

jorra sobre o tapete,

qual mito desmontado.

Amanhã recomeço.

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sábado, 27 de setembro de 2008

A sad day...

Acabei de receber, por e-mail, um news alert do The New York Times:

The actor Paul Newman has died at 83 of cancer, his
spokeswoman told The Associated Press. Mr. Newman, whose career spanned five decades, was also a prominent social activist, a major proponent of actors' creative rights and a noted philanthropist. He was nominated for Academy Awards 10 times, and won a best actor Oscar in 1987 for "The Color of Money."

Dia triste para o cinema e para todos que, como eu, apreciavam o charme daqueles belíssimos olhos azuis.


Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Cryin's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothin's worryin' me

May he rest in peace!

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

STAR TREK: THE EXPERIENCE is closing down!


I wish I had been there with Diva Wizard, the only MD who had the opportunity to visit such a nice exposition and to experience the contact with - among other things - lifesize Borgs ("Resistance is futile") ...

Star Trek: The Experience (official site here) is closing down today, after ten years at the Hilton/Las Vegas.

We're mournig. That's a really, really sad day for trekkers all over the world!


Details at CNN site, here.

:-(

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Uma perda...

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Faltava um post meu. Afinal era eu que convivia aqui no dia a dia com a bola de pelos. Talvez por isso tenha me sido tão difícil fazer esse post.

Pois é. Perdemos o Pom Pom.

Um companheiro da casa , meu e, principalmente, da minha mãe, por mais de 15 anos.

Pompom não era um simples cãozinho, sempre teve a inabalável certeza de que gente era e agia como se assim fosse. Chegava a ser engraçado aquela bolota de pêlos de uns 30 cm de altura que tinha decisão própria sobre uma série de coisas. Acho que , se tivesse que encontrar algumas palavras para descrever o bichinho essas seriam: FIDELIDADE, PERSONALIDADE e MAU HUMOR.

Sim , ele era mal humorado, bem mal humorado. Grumpy. Perturbou o Whiskey (um cocker meu) por 12 anos seguidos. Puxava as orelhas do bicho, mordia-lhe as pernas, enfim, era de uma "grumpice" única. Pompom logo, e sem dificuldades, rotulava as pessoas. Não existe essa babaquice de ser politicamente correto no mundo canino. Se não gostasse, não gostava e ponto.

Me lembro quando ele foi roubado e quase miraculosamente recuperado uns 15 dias depois. Quando o encontramos ele já não comia havia dias e ficou transido de felicidade quando nos viu.

Foi ficando velhinho. Perdeu a audição, parte da visão (tomada pela catarata), começou a ter alguns problemas motores e passou a ter uma fobia de subir escadas. Como ele dormia no quarto da minha mãe , de quem era um guardião e seguidor inseparável, havia diariamente o ritual de carregarmos (ela ou eu, quando ela viajava) o cão escada acima e escada abaixo. Acho que esse ritual se prolongou por mais de um ano.

No fim, nada mais havia nele que funcionasse direito: rins, fígado, coração, pulmão, olhos ou ouvidos. Tomava muitos remédios diariamente e o equilíbrio entre os remédios era um problema... Nas últimas semanas de vida passou a cair subitamente até que veio o AVC que o paralisou no lado esquerdo do corpo.

15 anos caninos = 105 anos humanos e muita, absolutamente MUITA relutância em nos deixar!

No fim, havia o olhar. Um olhar de súplica que me cortava o coração.

Os cachorros especiais são assim: mais que humanos.

Eu trocava fácil meia dúzia de gente mediana por um Pompom.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ele vai deixar saudades




Fiquei triste, muito triste, quando soube, aqui em Montevidéu, que o Pomps já não está mais conosco. Deixo registrado aqui esse sentimento de vazio pela perda de uma amiguinho muito especial que tivemos ao longo dos últimos quinze anos.

Como já disse em comentário ao belo post da Flower, fui eu que propus que batizássemos aquela pequena bolinha peluda de...Pompom! Tínhamos algo em comum: Pomps era...grumpy como eu (às vezes...).

Você vai deixar muitas saudades, Pomps! Se hover um céu de cãezinhos, você cetamente estará por lá, vigiando pra ver se nos comportamos bem por aqui...

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Adeus a um amigo querido

Dizer adeus é sempre muito difícil. Quando a despedida é definitiva, o sofrimento é ainda maior. Hoje nos despedimos do Pompom. Nos últimos quinze anos ele esteve ao lado da minha mãe (era para ela aquele olhar de adoração da foto). A devoção era tão grande que nós, as filhas, nos conformávamos com o segundo lugar e sabíamos que ele era alguém muito importante na nossa família. Uma espécie de irmão caçula, que disputava (e ganhava sempre!) a atenção daquela pessoa adorada.
Se minha mãe adoecia, Pompom não saída do seu lado e qualquer uma de nós tinha de enfrentar a ira do cãozinho para chegar perto dela. E o tamanho não importava muito, porque sobrava valentia naquela bolinha de pêlos. Com a companhia dele mamãe enfrentou a doença e a morte do meu pai. Anos mais tarde, foi com a ajuda dele que ela se recuperou da tristeza imensa pela morte do meu irmão.
A
gora é a nossa vez de chorar a partida do Pompom, que dedicou sua existência a fazer minha mãe feliz. Eu sinto muito, nessa hora, porque sei que não posso dizer o mesmo. A gente cresce, tem que cuidar da própria vida, enfrentar milhões de problemas, assumir as responsabilidades da profissão, e nossos pais, no momento em que mais precisam de nós, acabam disputando um espaço com todas essas outras mil coisas tão menos importantes e que consomem nossos dias. Sempre me consolou saber que, mesmo eu estando longe, minha mãe não estava sozinha, ela tinha a companhia fiel de um cãozinho que a adorava. Sim, o Pompom era um cachorro, mas vivia para ela. E eu não podia fazer o mesmo.
Para muitos, pode parecer exagerado o sofrimento pela morte de um animal. Quem convive com eles, porém, sabe a diferença que fazem na nossa vida. Um cão de estimação é um amigo. E um amigo que não te abandona jamais, que gosta de você, não importa o que aconteça, que te suporta nos momentos de irritação, que te faz companhia nos momentos de solidão, que te consola nos momentos de tristeza e, mais ainda, que comemora com você os momentos felizes. Quantas pessoas assim nós encontramos ao longo da vida? Pois é...

Por tudo isso eu sinto muitíssimo a morte do Pompom. Sei que as minhas irmãs também estão tristes demais. Ele me atacou muitas vezes, chegou até a me morder quando fui pegar um novelo de lã da minha mãe que rolara para baixo de uma cadeira. Até dessa ranzinzice e obsessão eu vou sentir falta. Só espero, mesmo de longe, poder ajudar minha mãe a superar mais essa perda. Ajudá-la, principalmente, a transformar em alegria as muitas lembranças dos quinze anos que passaram juntos. Hoje elas ainda são a marca da grande saudade que vai permanecer conosco.
Adeus, Pompom!

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Pomps


May he bring joy to doggie heaven.
Around here, he will be greatly missed.

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terça-feira, 29 de julho de 2008

Coitadinhos...


Acontece de tudo mesmo, por esses dias... A última é que muitos pingüins-de-magalhães (vamos aproveitar enquanto ainda dá pra usar o trema! :-) ) estão se perdendo da corrente marítima das Malvinas e aparecendo em praias brasileiras. Eles sempre pegam carona na corrente das Malvinas e se dirigem, nesta época do ano, à costa africana, para se acasalar. É muito azar perder essa carona, não é mesmo???

No UOL, lemos que centenas deless estão chegando ao litoral da Bahia e não há lugar que possa acomodá-los (vale a pena ler a notícia,
aqui).

Pois bem, parece que eles estão chegando também ao litoral do Espírito Santo. Ontem a Diva Wizard contou que, ao correr pela praia, em Manguinhos, encontrou um pingüim morto, na areia. Deve ser mais um desse mesmo bando que se perdeu da corrente, com certeza!!!


Poveretti!!!

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

É preciso registrar.

O Mean Divas, registra com pesar o falecimento de D. Ruth Cardoso aos 77 anos. Dela creio que não se necessite falar muito, por ser, ela mesma, uma mulher de poucas mas definitivas palavras.

Fica assim então a nossa homenagem a esta mulher digna.

O silêncio.

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