Noite de tempestade em Campinas. Muita chuva, raios e trovões. Resultado: cachorro apavorado. E eu, mais uma vez, sem dormir. A festa começou por volta da 1h da madrugada, quando a chuva aumentou e, ao longe, podiam ser ouvidos os trovões. Quando me convenci de que não ia adiantar brigar com o Nicolau, porque ele ia continuar batendo na porta da cozinha desesperadamente, resolvi sentar na sala, lendo um livro, enquanto esperava a barulheira diminuir.
Uma hora e meia depois, achei que a coisa tinha melhorado bastante. Acordei o Nicolau e consegui, a muito custo, “convencê-lo” a voltar para a cozinha. Naquela altura, mais de 2h30, eu me perguntava se teria ânimo para acordar às 6h e ir nadar.
Tola, eu achei que a tempestade tinha acabado. Claro que eu estava errada. Por volta das 3h20, mais raios e trovões, mais bateção na porta, mais desespero, lá vamos nós de volta para a sala. O segundo turno da barulheira foi mais demorado e terminou por volta das 5h da manhã. Na hora de “guardar” o Nick, ainda tive de enfrentar rosnados. Confesso que, naquela hora da madrugada e tendo dormido no máximo umas 2 horas, minha vontade foi de brigar muito com ele. Briquei só um pouco. Como convém a uma Diva.
Voltei para cama e decidi que não teria forças para nadar depois de passar a noite em claro. Desliguei o meu despertador, para ver se conseguia dormir pelo menos até as 9h. Calculei que, se dormisse umas 4 horas seguidas, seria possível enfrentar o dia de trabalho.
Só que, na minha casa, além do Nicolau existe a D. Amanda. Que é surda. E louca. E como é surda e louca, resolveu lavar o banheiro do quarto da minha irmã às 7h da manhã!!!! Que tal? Juro que, quando comecei a ouvir o barulho da limpeza, tive vontade de chorar. De ódio.
Não me restou mais nada a fazer a não ser levantar, lavar o rosto, escovar os dentes e, agora, sentar aqui na frente desse monitor para enfrentar meu dia de trabalho e com uma dorzinha de cabeça canalha, que sempre me acomete depois de uma noite insone.
Talvez a solução seja eu me mudar e deixar o apartamento para os dois. Assim, um faz o escarcéu à noite e, a outra, a barulheira de dia.
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