Ó céus, ó vida! Eu não sou do tipo de gente que lida bem com bêbados e doidos. Não sei como agir, fico aflita, irritada, um horror. E, claro, basta ter um deles num raio de 1 quilômetro que será atraído por mim como um imã gigante. Avaliem vocês se eu não tenho razão:
Cena 1
Aniversário de uma amiga. Noite agradável, conversa com amigos e conhecidos, tudo muito sossegado e tranquilo. Na hora de cortar o bolo e cantar o “parabéns”, levanto da mesa em que me encontrava e vou me juntar aos outros. De repente, no meio da cantoria, uma mulher totalmente desconhecida me abraça e diz, com a voz bem pastosa: você não se lembra de mim, mas eu me lembro de você! E cai na risada. Pensei: pronto, mais uma para a minha coleção! Procuro me desvencilhar do abraço indesejado e ela continua: você não se lembra de mim…. ha ha ha. Eu tento, educadamente, dizer que realmente não me lembrava (na verdade, sabia que nunca tinha visto tal pessoa na minha vida). E ela: te conheço do “poshto 9”, você ia lá com duas crianças. Posto 9? Duas crianças? Tento mais uma vez: acho que você está me confundindo com alguém. Não sou do Rio, nunca frequentei o Posto 9 e não tenho filhos. Tudo isso com ela agarrada em mim e insistindo: eu te via no “poshto 9” com duas meninas! Uma amiga, que estava próxima, tentou ajudar e comentou: só se foi o posto 9 de Vitória, ou de Manguinhos. Enfim, depois de algum custo, consegui me livrar do tal abraço e mudei de lugar.
Cena 2
Eu e Bernadete descemos com o Nicolau para a pracinha. Enquanto eu vigiava o cachorro, para evitar que ele se atracasse com 2 outros que estavam andando sem guia e latiam sem parar, vejo uma criatura se aproximar de Berná. Ela, rapidamente, explica que não tinha dinheiro, só saiu com as sacolinhas para recolher o cocô do Nick. Momento em que o ser vira para ela e, apontando para mim, diz: eu só quero conhecer ela! Bate no meu ombro (o cheiro de cachaça era grande) e diz: meu nome é Alexandre. Estende a mão para mim. E eu, pensando rapidamente: muito prazer Alexandre, não posso soltar a guia do cachorro (desculpa excelente!). E ele: eu te procuro na internet (???).
Saimos rapidamente dali. Demos uma volta na praça e, quando passamos pelo mesmo local, avistamos o “Alexandre” abordando uma senhora que ia em direção à feira hippie.
Volto para casa pensando que, nessas horas, eu adoraria ter uma coleção de pedras para fazer o que sugere a minha “musa” Maxine:
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