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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dependendo do que , reproduzir é essencial...

Fellows readers.

Essa "xupinhação" de texto dos outros não faz meu gênero. Mas, em algumas ocasiões acho que vale a pena. Vou colocar aqui parte e a referência de um ótimo textos sobre clichês , sobre uma vida de clichês, sobre o tempo que a maioria das pessoas gasta seguindo o rebanho não se sabe prá onde. O texto é da Eliane Brun, reporter especial da revista época.

Assim começa:

Na terça-feira (25), Humberto Werneck lançou seu O Pai dos Burros – dicionário de lugares-comuns e frases feitas (Arquipélago Editorial, 2009). Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. É automático. Chegam antes do pensamento. De certo modo, são as palavras que nos libertam para não pensar. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim. Tanto faz dizer que "a vida imita a arte" ou que "o futebol é uma caixinha de surpresas". É um dizer que nada muda, é um imenso nada.

Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.

E segue no link ...

Boa Leitura!



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quinta-feira, 12 de junho de 2008

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ - Vão é se ferrar!

Bem, vamos lá. Hoje, de novo, estaremos todo(as) submetidos às babaquices do dia dos namorados que parece ficar pior a cada ano que passa !

Bonecos vermelhos em forma de coração que abraça, coelhinhos cobertos de glitter, letras fosforescentes que piscam em amarelo e rosa. Arquivos de PPT cheios de melosidades (aí, a miséria da internet por aqui vai ficar até mais lenta!), e cobrança, é claro, muita cobrança.

Porque hoje no entendimento do mulherio quem não tem namorado, marido, amante ou seja lá o que for é meio que um aborto da natureza!

Tô do lado de cá. Sou um aborto da natureza assumidíssimo.

Confesso que se tivesse algum namorado ou coisa que o valha essa semana, teria pedido ontem uma licença por uns dois dias... Porque, barbaridade, isso é MUITO BABACA!

Até agora, na TV, só ouvi reportagens sobre o assunto do tipo "como é que você vai passar o dia dos namorados?". Minha resposta é a seguinte: eu vou passar o dia trabalhando, gente, cuidando dos meus projetos! É um dia normal.

Por acaso o sol nasceu com algum tom de cor de rosa hoje ???

Minha conversa aqui e agora é com as mulheres. Com as que tem poucos neurônios (sim estou sendo discriminatória, porque a maioria de nós parece navegar na burrice!). Oh well... se bem que as que tem poucos neurônios não chegaram a ler até esta parte do texto.... Mas vou tentar. Prestem atenção minhas caras, vou dizer uma vez só, estiquem os bracinhos do tico e do teco para que uma sinapse se faça!

"As mulheres bem sucedidas profissionalmente fazem o que querem da própria vida, não precisam mais de um maridão mocorongo !!!! "

Entenderam, ou eu preciso desenhar ?

Entendo a necessidade biológica da reprodução (que acho nos dias de hoje deveria ser MUITO refreada...), compreendo o instinto maternal e obviamente respeito os anseios sentimentais das mulheres (será que vocês já se perguntaram porque os homens não sofrem desta babaquice ???). Agora, não consigo MESMO, aceitar essa babaquice de uma cobrar a outra. Aliás, eu não aceito. A mim, não cobram. Mas cobram de muitas de vocês. Vamos começar a brandir o tacape de volta! Cobrou, porrada back!

E o pior é que a maioria de vocês cai nesse jogo estúpido de cobrança, e pior, faz parte dele!

Mulheres não policiam apenas o cabelo, o peso e as roupas umas das outras. Policiam também o estado civil.

Mas, se vocês quiserem entrar numa de sofrer, de sentir carência, de se se sentirem pressionadas, tanto pior... vão gastar tempo e dinheiro com análise.

Muito melhor o método do Analista de Bagé: encheu, perturbou, joelhaço!

Tenho dito.

Fica aqui minha solidariedade às mulheres, que, como eu, já colocaram a faca nos dentes e que vão seguir em frente, no matter what!

Obs: como esse é um post "statement" estou publicando-o-o-o igualzinho no Mean Divas e no One Eye.

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

To "green" or not to "green" ...

Mreaders,image

Há um evidente equívoco do pessoal da so called "direita" brasileira onde ando me incluindo após a eleição do Apedeuta. Para eles é tudo um pacote só: se você é contra esta esquerda locupletante safada e sem vergonha que governa ESTEPAIZ (que pretende dar as cartas por aqui ainda durante muito tempo), você, por consequência, também deverá ser católico tradicionalista e empunhar a bandeira de que o aquecimento global é uma grande balela. Pois bem, mais uma vez, vou ser o (a) "joãozinho (ãzinha) da banda": não sou nem católica, quanto mais tradicionalista, muito menos vou jogar no lado do pessoal que acha que o aquecimento global não procede.

É assim que eu sou. Eu não me encaixo e não me moldo prá me encaixar.

Minhas raízes são verdes: cresci e me criei com quintal, jardim, passarinhos e mato à minha volta. Vivi na beira da praia e sempre fui "rata de praia" com orgulho. Não é à toa que fiz feliz o curso superior de Biologia embora não exerça a profissão. Na época em que fiz o curso, Biologia e meio ambiente era "tudo coisa de doido, desocupado, sem serventia", coisa muito perigosa e não moda como hoje é.  Ou seja, para sobreviver e ganhar algum "vil metal" cambei para o lado da TI. Certamente a Biologia não saiu do coração.

É óbvio que muita gente anda pegando carona na defesa do meio ambiente principalmente depois do sucesso do Al Gore. Imaginem se aquele cara de sabonete do Leonardo de Caprio tem alguma preocupação outra a não ser o próprio umbigo ? Nah, não tem.

Tenho uma vantagem : como Brás Cubas, posso dizer que não tenho filhos, logo não deixo a ninguém o legado da minha própria miséria. Por que então a causa verde? Não teria eu tempo mais do que suficiente durante o resto da minha existência para simplesmente aproveitar e explorar o que está ai enquanto for durando?

Não, não tenho. Este é um fato. Os rios em que eu pescava ou tomava banho quando criança estão podres. Há ratos hoje passeando por fossas abertas na beira da praia. As tartarugas estão sumindo das minhas vistas por conta de praias superlotadas... Minha rua transformou-se em um canteiro de obras para espigões e minha casa é uma das duas que sobraram na rua. Ouço (SINTO) um bate-estacas no momento em que escrevo este post. Ele está a uns 30 metros daqui do computador.

Eu tenho essa preocupação com o verde e sabem por quê? Pela razão óbvia que já falei ai em cima. Essa é a vida que eu sei viver.

Há uma classe de pessoas que pode passar dias enfurnado num apartamento e vendo o verde através das telas do computador... pois eu não!

Eu piro o cabeção! Surto com fé!

Eu tenho que sair, andar, olhar... Não suporto dois dias inteiros fechada num apartamento! Tenho que ver passarinhos e suas cacas, roçar os pés na terra, na areia, essas coisas.  Então sim, é um motivo extremamente egoísta que me move a proteger o verde.

É pra mim mesma. Pros meus próximos 40 anos.

Aquele quadrinho lá em cima é o meu ECP score: se você quiser verificar o seu veja em : http://www.earthlab.com 

Esse quadrinho aqui abaixo é um comparativo de scores. Não estou mal...

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domingo, 16 de março de 2008

De vez em quando...

eu me dou o trabalho de escrever alguma coisa mais "consistente" por aqui.

Mas, vejamos... Num elocubrativo pós-almoço dominical, com fundo musical sonoro estilo lixaréu de beira-de praia, fiquei pensando...

Estamos todos sendo miseravelmente assimilados!

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Estamos virando um coletivo borg, um coletivo borg piorado! Piorado? Mas piorado por quê? Porque os Borgs, de uma forma ou de outra, ao menos na representação do que era seu corpo individual, sempre tiveram alguma coisa que os distinguisse.

Nowadays, distinguir-se da vala comum virou sinônimo de "pagar mico". O individual é amaldiçoado.

O mulherio quer todo ser igual à Gisele Bündchen. Então, toca a construir um corpo que não tem à força de machadada! Se vocês já viram esses programas de plástica na TV, então sabem que essa machadada ai não é metafórica.

Os homens, o que eles querem? Uma pose de Roberto Justus e um corpo marombado...

As crianças ? Vestem-se como suas mães... Pior: algumas avós também se puseram a usar o mesmo rosa pink que as suas netas.

Todos gostam das mesmas coisas. Do que a massa gosta, do que o coletivo imbecil exige que gostem. Todos fazem os mesmos gestos. Uma macaqueação sem fim.

Pode ser que eu seja doida, que eu seja extemporânea, mas filhotes... borg eu não viro de jeito NENHUM!

Agora, refletindo ainda mais um pouquetito..., acho que isso é sinal de que minha auto-estima anda bem. Se não quero abrir mão de quem eu sou, deve ser porque me tenho em alta conta, pois não? ;)

Quanto ao resto: que mergulhem na assimilação e na aceitação coletiva BORG!

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sábado, 8 de março de 2008

Atenção. Eu não quero os parabéns.

image Eu não mereço os parabéns por ter nascido mulher, prestem atenção e não se enganem, não foi uma escolha que eu fiz.

Não, não me entendam mal, não queria ter outro sexo, fico bem na pele de mulher. Não queria ter nascido homem ou qualquer coisa outra até porque isto não é escolha de nenhum de nós. Nem de homens, nem de mulheres. . .

Portanto meus caros, não há sentido nas congratulações.

Nasci mulher, vivo mulher, sinto como mulher, mas tenho cá minhas desconfianças de que minha mente é uma mente sem sexo, já que não naufrago nem acho bonito esse mar de babaquices que costuma habitar a fantasia feminina. Não vivo esse sonho, nem quero vivê-lo. Quanto aos príncipes encantados, prefiro-os sapos.

O simples fato de ser mulher não me coloca num patamar de semi-deusa, de parente da Virgem Maria com todos aqueles predicados de paciência, dedicação e renúncia. E, por Alá, parem de fazer gracinhas do gênero de que não existe dia dos homens! Os dias são todos nossos (de homens e mulheres)  - os  365 ou 366 deste ano bisexto.

Não é questão de igualdade. Homens e mulheres são diferentes, ou será que isso não é distinguível a olho nu? A questão é de igualdade no respeito aos direitos de ambos.

Exijo principalmente o respeito às minhas células cinzentas. É por isso que eu me levanto e brigo. Pelo direito de ser mulher E inteligente, de ser mulher E ser bem sucedida na profissão, de ser mulher E não ser frágil, de ser mulher E não ser idiotizada, de ser mulher E não ser babaca.

O dia serve como pretexto. Pretexto prá pensar nesse festival de babaquices que assola a mídia e a mente da massa comum. É até um pretexto prá tomar uma cervejinha com as amigas, mas ai já é outra história!

Prá festa, meus caros e minhas caras, qualquer pretexto vale. Até esse de dia das mulheres! ;)

E notem bem, este post NÃO É ROSA!

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domingo, 2 de março de 2008

Let´s be cool, sheep!


Mais uma vez, GAPINVOID!
Ótimo.

Um post PERFEITO para o anoitecer de domingo.
É, pipou, a segunda vem ai...

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Here we go, again!!!


Pípou, é o seguinte:

No melhor espírito
groundhóguico , este blog deseja a todos os seus leitores um ano de 2008 cheio de saúde, felicidade, amor, grandes realizações, blah, blah, blah... Em suma: desejamos a todos exatamente as mesmas boas coisas que desejamos na chegada de 2007, 2006, 2005, 2004...

No filme
Groundhog Day (O DIA DA MARMOTA), "a weatherman finds himself living the same day over and over again". Pois não é essa a exata sensção que nos provocam as festas de final de ano, os noticiários de TV relativos ao Natal e ao Ano Novo??? (Tipo: "Já é 2008 na Austrália!!!"). Parece que vivemos o mito do eterno retorno, rsrsrs...

O fato é que somos movidos por ciclos, e os ciclos se fecham e se iniciam continuamente... E sentimos uma necessidade
groundhóguica de repetir, ritualmente, os votos de Feliz Ano Novo! Pois afinal, o que são os novos anos senão novos ciclos do tempo????

Mas... basta de filosofar! Um ano maravilhoso para todos vocês! De coração!!!

Para informações sobre o filme Groundhog Day, clicar aqui.

Para mais informações sobre o Dia da Marmota, celebrado nos Estados Unidos e no Canadá, ver aqui.

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