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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Happy Darwin Day !!!

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Pois é, PÍPOU!

Let´s celebrate! It´s Darwin Day !

200 anos do nascimento do cara que virou pra baixo todos os conceitos de criação, evolução e outros bichos.

Na época faziam pouco caso dele com piadas que indicavam que ele era descendente direto dos macacos. Hoje, claramente eu prefiriria descender de um chimp ou de um Orangotango a fazer parte da nossa degenerada raça humana de safados, políticos e afins.

Vale pela chacoalhada que ele deu mundo afora.

Vale pela chacoalhada que ainda continua dando.

Há que se lembrar, e prestar nossa homenagem a este sujeito barbudo de olhos calmos que criou coragem e saiu mundo afora viajando,, observando e que no fim das contas influencia nossa vida até os dias atuais.

Pra quem quer mais notícias sobre o Darwin Day, clique no selo abaixo:

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sábado, 5 de janeiro de 2008

WWF or MWF ?

HPIM0880

É .. Acho que Manguinhos Wild Life Fund está mais de acordo.

Há alguns dias não posto por aqui porque estive metida em aventuras ecológicas e tentando com que o poder público faça o que deve fazer, ou seja, responsabilize-se pela recuperação e proteção de uma área que devia ser enquadrada como uma APP - Área de Proteção Permanente.

É um bocado difícil. Nesses embates para a proteção do meio ambiente sempre estão envolvidas "forças ocultas" cujo interesse é o da extração e exploração predatória em troco de alguns miseráveis trocados. Nunca é o povo local e necessitado o que mais afeta o ambiente. Normalmente são os metidos a "essshhhpertos" que vêm exploram, depredam, vão embora e largam o lixão para trás com os moradores do local. Assim é aqui em Manguinhos com os donos dos quiosques, os vendedores ambulantes de praia e outras classes de pessoas cujo interesse é tão somente conseguir o máximo de grana possível , com um mínimo de gasto.

Futucar meio ambiente é coisa perigosa! Isso eu aprendi ainda no ano de 93 quando um colega meu do curso de Biologia da UFES, Paulo Vinhas, foi morto ao denunciar a exploração de areia dentro de uma reserva em Ponta de Fruta. Coincidentemente, assistindo a um jornal ontem vi que após 15 anos, ontem capturaram o suspeito... brincadeira, não é? O Paulo ganhou um parque estadual com o seu nome, mas, tá mortinho da silva e morreu com uns 30 e poucos anos.

O segredo nesses casos é sempre espalhar as denúncias e as ameaças por onde for possível. Na internet, na imprensa, nas escolas, nas associações, nas igrejas.

É mais ou menos o que estou fazendo aqui. Ficam os links :

MOVIMENTO DE PRESERVAÇÃO DA RESTINGA:

Link para fotos dos acontecimentos recentes:
http://picasaweb.google.com/sylvia.abaurre/Descuido

Leia, faça o download e espalhe para o máximo de conhecidos possíveis:

Uma crônica do absurdo
http://www.esnips.com/doc/02ff18ac-89c6-40c5-abbd-72a10c4c12a4/Manguinhos_Uma-cr%C3%B4nica-do-absurdo_sm

Crônica : PMs ou espantalhos
http://coca-theoneandonly.blogspot.com/2008/01/pms-ou-espantalhos.html

E fica também a recomendação aos moradores e veranistas de Manguinhos que façam adesão à comunidade do Orkut http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=772038 , onde estamos tratando o problema.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

No longínquo ano de 1959...

Pois é. A história sempre se repete. Novas personagens, novos contornos... Vale a pena ler o texto do Ruy Castro, na Folha de hoje. O texto fala por si.


O Brasil acoelhado

RIO DE JANEIRO - Em 1959, o escritor Álvaro Lins, embaixador do Brasil em Portugal, foi atender à campainha de sua casa em Lisboa e deparou com o general Humberto Delgado, líder da oposição portuguesa e inimigo nº 1 do ditador Oliveira Salazar.
Delgado batera à sua porta para pedir asilo político. Dizia-se ameaçado pela Pide, a polícia política. Álvaro Lins não discutiu. Botou-o para dentro. Naquele momento, Delgado era alguém que pedia ajuda ao Brasil -e o Brasil, como signatário dos tratados internacionais que garantiam asilo a perseguidos políticos, não podia deixá-lo na rua.
Em condições normais, seria um processo simples. Lins comunicaria ao chanceler português que Delgado lhe pedira asilo; o chanceler reconheceria esse direito e, dias depois, sempre protegido pela embaixada, Delgado tomaria um avião para o Rio.
Mas não foi o que aconteceu. O chanceler, digo Salazar, negou que houvesse qualquer coisa contra Delgado e pôs a Pide à porta do embaixador, para evitar que o general fugisse. O impasse se arrastou, com Álvaro Lins exibindo os tratados segundo os quais quem decide sobre a situação do asilado é o país que asila. Não adiantava.
E então veio o pior. No Rio, o presidente Juscelino Kubitschek estava tiririca com Álvaro Lins. Aquele caso lhe criava um problema terrível com Salazar, com quem JK não queria ficar mal, para não atrair a antipatia dos ricos negociantes portugueses no Brasil. E dificultou como pôde a vida de Álvaro Lins.
Durou meses, mas Álvaro Lins conseguiu embarcar Delgado naquele avião. Em seguida demitiu-se, fez as malas, deixou suas condecorações para trás e também voltou para o Rio. Onde dedicou-se a combater Juscelino, que, para ele, acoelhara vilmente o Brasil junto a um ditador estrangeiro.

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